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E escrevo ao som de John Mayer, aliás, que rapaz inspirador. Quem bem me conhece sabe que a voz de Mayer e seus solos são de me arrepiar. Enfim, nada melhor para tal momento. Escrever requer inspiração, assunto, um momento só, uma música, vai de rock á country. Escrever não são apenas palavras jogadas no ar, ao melhor, no papel. Rabiscadas, corrigidas, com uma letra torta, com um papel amassado. Escrever não é simples, se faz de gênio quem tem as palavras na ponta da língua. Admiro Caio e Clarice com suas palavras bem selecionadas e bagunçadas no textos: palavras na ponta do lápis. Ao contrário do que muitos pensam, escrever requer prática e habilidade. Habilidade de brincar com o bê-a-bá sem parecer careta, repetitivo. Jogar assunto, jogar palavras, jogar sentimentos. E, também se engana quem pensa que o autor não sentia tal felicidade ou tristeza. Falo por mim, não consigo escrever de choros enquanto um sorriso gigante não cai finalmente do meu rosto. O mesmo serve para o caso contrário. Se engana quem pensa que escrever até uma criança sabe. Mas, dar o toque de mestre no poema, uma bagunçada no texto, faz bem quem sabe fazer, quem sabe ajeitar, quem sabe bagunçar. Escrever um fato em terceira pessoa por simplesmente observar tal fato. Escrever de Ana sem, ao menos, Ana existir, eu, particularmente, não consigo. Escrever feliz, sem muita formalidade, sem palavras complicadas, mas passar uma mensagem. Não me conformo com quem pensa que, para escrever, é preciso de palavrões (palavras grandes), complicadas e blablablá. Admiro quem escreve bonito, manda a mensagem e o leitor recebe sem ao menos ter que procurar um tal significado. Escrever por escrever também não tem por quê. Escreva quando sentir algo bom ou ruim, pra desabafar. Chore, ria, brigue, reze, mas escreva. Ufa, que alívio!